sábado, 16 de maio de 2015

Angie Bautista - Colômbia

A estudante de jornalismo Angie Bautista conta sua primeira experiência fora da Colômbia e como é ser intercambista na UFPE.



De que cidade você é?

Bogotá.

Quando você chegou?
Dez de março [de 2015].

Por que você decidiu vir para o Recife?  
Porque a achei uma cidade legal para estudar e fazer turismo. 

Quem buscou você no aeroporto?
 A madrinha do programa de apadrinhamento a estrangeiros. 

Como você achou sua casa no Recife? Onde você mora?
Eu moro na Casa do Estudante e como é nova, foi inaugurada no 23 de janeiro, a achei muito legal porque tem boa estrutura e também porque acho legal morar com os estudantes brasileiros que vêm das cidades do interior — assim falo muito em português, porque a maioria dos estrangeiros moram com colegas do seu próprio país.
Como a Diretoria de Relações Internacionais da UFPE ajudou você na sua chegada ao Brasil? 
 Com a madrinha. As primeiras semanas foram pesadas porque eu tinha que fazer muita coisa: levar documentos de um lugar pra outro, a matrícula, comprar adaptadores para meus carregadores porque as tomadas daqui são diferentes. Aílla [a madrinha do Programa de Apadrinhamento da DRI] foi quem me ajudou a fazer tudo isso porque ela me levava aonde eu precisava ir. Isso foi antes do início das aulas. 

Você está aqui através de algum programa de intercâmbio?
Sim. Por um programa de intercâmbio chamado Bracol, que tem um convênio de bolsa de hospedagem e alimentação entre universidades colombianas e brasileiras. 

Você estudou português antes de vir para cá?
Estudei sozinha pela internet e quando fui aceita na federal comecei a ouvir músicas, assistir filmes em português e depois na minha universidade, o escritório de relações internacionais, ofereceu aulas em português durante duas semanas para quem ia viajar para o Brasil.   

Você tem aulas de língua portuguesa na UFPE? 
Tenho sim, estou nas aulas de português avançado, que acabaram justamente na sexta passada (15/05)- porque essas aulas foram para preparar quem vai prestar uma prova de proficiência da língua portuguesa, o Celpe-bras [ Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros]. Como a prova é na próxima terça (19/05), as aulas já terminaram.

Como são as aulas na  UFPE? Elas são muito diferentes das aulas na universidade do seu país?
A diferença é que no meu país temos muitos mais trabalhos a fazer do que aqui. Aqui as avaliações são com provas.

Você tem algum padrinho/madrinha?
 Sim. Aílla Ceres, do curso de Letras. Ela fala espanhol e já foi na Colômbia.


O que você acha da cidade do Recife? 
É uma cidade legal. Tem seus problemas como qualquer cidade — não é tão desenvolvida, o trânsito é ruim, mas é muito bonita. As pessoas são muito amáveis, tem paisagens que eu amo ver e que muitas cidades não têm — o rio Capibaribe, as pontes, a praia. O Recife é uma cidade que envolve muitas coisas, é muito cultural, tem tudo para fazer. 

Com quem você costuma sair para se divertir? 
Com o pessoal da Casa Mista, com amigas brasileiras que conheci aqui mesmo e com a minha amiga e colega de quarto colombiana. 

Você costuma ir para programas culturais (como cinema, teatro, shows, etc.)?
Costumo não. Na minha cidade, onde eu moro, tem muito disso. Aqui, eu prefiro visitar as praias, o centro antigo, etc. 


Como você acha que esse intercâmbio no Brasil vai afetar a sua vida no futuro (profissional e pessoal)?
É a minha primeira experiência fora do País e acho que já mudou a minha vida. Desde que cheguei, tive que aprender muitas coisas, morar longe da família não é fácil, mas aqui têm me recebido muito bem. Conheci pessoas que em pouco tempo  viraram a minha "família brasileira". Isso é bom demais. Na área profissional, estou estagiando, estudando, tudo em uma outra língua. As minhas capacidades profissionais  estão sendo testadas aqui e está dando certo. Posso chegar lá na Colômbia e aplicar esses conhecimentos e aprendizagens. 

Que tipo de dificuldade você já teve ou ainda tem aqui?
Fiquei doente com aquela virose que não é o dengue forte, mas é como se fosse dengue, que não tem nome. Foi horrível, passei 7 horas em urgências aguardando e nem me fizeram nada. Isso me afetou emocionalmente porque ninguém cuida de você como a sua família faz. Fiquei com a pele toda vermelha — nunca tinha visto a minha pele assim —, as dores nas articulações, nem podia acordar. Foi forte. 

Você recomendaria a UFPE para os seus amigos?
Recomendaria sim.


Quando você voltará para o seu país?
Primeiro de agosto. Já estou com saudades de ter que deixar Recife. [sic.] 

Valter Vesala - Finlândia

Valter, estudante de engenharia naval da Universidade de Turku, na Finlândia, dá seu depoimento sobre os seis meses em que viveu no Recife e estudou na Universidade Federal de Pernambuco. [traduzido por mim do inglês para o português]



"Eu sou Valter Vesala, um finlandês de Turku. Bom, não originalmente de Turku, mas eu comecei a estudar lá em 2012. Aproximadamente um mês antes dos meus estudos começarem, eu decidi me inscrever para um curso básico de Língua Portuguesa. Pouco depois, eu conheci alguns estudantes intercambistas do Recife e adicionei a cidade à minha lista de possíveis lugares para fazer intercâmbio. Fiz dois níveis de Português e depois comecei a estudar por conta própria, lendo notícias e escutando podcasts. Antes eu não conhecia muito sobre o Brasil (bom, Rio e Carnaval, estereótipos, né?) [sim, ele escreveu usando ] ou sequer tinha considerado visitar. Mas eu sempre quis viajar pela América do Sul e, naquela época, a UFPE era a única universidade que tinha acordos de intercâmbio com o meu curso. Eu estudo engenharia mecânica e sou especialista em engenharia naval.

Quando eu me inscrevi para o intercâmbio, eu escolhi a UFPE como a minha primeira opção e escrevi uma carta de motivação. Pena que ninguém leu. Estava tudo uma grande bagunça porque a minha universidade e a UFPE tinham uma montanha de documentação para resolver e o meu coordenador desapareceu e deixou tudo sem solução. Eu e outros quatro finlandeses esperamos por vários e vários meses, e nós já havíamos perdido as esperanças quando os cursos começaram no Recife e nós ainda estávamos esperando por uma confirmação para comprar as passagens e tirar os vistos. Quando recebemos a bolsa, recebemos, então, o ok para partir. Para os brasileiros que iam para Turku, havia o Ciência sem Fronteiras, mas a minha universidade tinha apenas uma cooperação com a UFPE e teve que providenciar bolsas específicas para os estudantes finlandeses.

Em setembro, em apenas uma semana, tudo estava organizado e nós tínhamos apenas duas semanas para fazer nossas malas e nos mudar para o Recife! Duas semanas depois, dois dias antes do meu aniversário, nos desembarcamos no Recife. Um dos meus melhores amigos brasileiros, que eu conheci em Turku, me buscou no aeroporto e nos ofereceu a casa para passar a noite. Tudo parecia bem, um grande alívio, um sonho que se tornava realidade. No dia seguinte, nos mudamos para a casa de outra amiga até nós conseguirmos achar um apartamento. Era uma verdadeira aventura, pois minha amiga morava no Pina, numa favela. Mas eu me senti muito seguro, ela conhecia toda a vizinhança e não tivemos problemas. Eu curti muito o meu tempo lá. Eu ainda não entendia bem o português falado nem conseguia falar fluentemente, mas podia me comunicar com a família da minha amiga (só o básico). No meu aniversário, nós passamos o dia na praia de Boa Viagem, experimentando diferentes comidas e drinks locais.

Então a segunda-feira chegou e nós fomos para a universidade pela primeira vez. Todos já estavam nos esperando, pois chegamos bem atrasados. Conhecemos muitos membros da equipe e tivemos muita ajuda deles. Eles nos fizeram assinar muuuita papelada, preencher vários formulários e nos registrar em cursos. Eu imagino que tenha sido um tratamento especial por causa da nossa situação. Eu me inscrevi para um curso de português avançado, mas infelizmente eu tinha outra aula no mesmo horário. Os outros finlandeses se inscreveram no básico. Tinha muito o que fazer nas primeiras semanas, tivemos que nos registrar na Polícia Federal, tirar carteira de estudante, VEM, procurar apartamentos, comprar chips brasileiros e etc. Nós tivemos tanta ajuda dos nossos amigos, colegas e professores que eu não me lembro de ter precisado muita ajuda da Diretoria de Relações Internacionais (DRI).

Uma semana depois, um amigo achou para nós um apartamento em Boa Viagem com quatro quartos. Mais tarde, eu me arrependi de assinar o contrato de aluguel pelo semestre inteiro. Era um grande apartamento com uma ótima localização e eu realmente amei a rede. No primeiro mês, eu saía muito com os outros finlandeses e meus amigos. Mas quanto mais eu conhecia as pessoas, menos eu saía com os finlandeses. Eu preferia sair com as pessoas com quem eu pudesse praticar português. Eu saí para ver diferentes shows locais, mas saía mais para restaurantes, cafés e bares. Eu ainda não fui a nenhum cinema no Brasil!

As aulas na UFPE eram praticamente o oposto do que eu tinha escutado dos estudantes com os quais eu convivi em Turku. Como os outros finlandeses não falavam português, os professores falavam algumas frases em português e depois o mesmo em inglês. Na Finlândia, a estrutura das aulas é basicamente a seguinte: o professor apresenta algum assunto e alguns exemplos, então os estudantes fazem os exercícios; depois os exercícios são resolvidos no quadro branco com todos juntos e depois tem um pequeno intervalo, depois do qual o mesmo processo é repetido. Na UFPE, a maioria das aulas são com os professores ensinando duas horas seguidas. Claro que depende do professor, nós tivemos algumas aulas com professores convidados da Marinha. Era muito inspirador. Eu escutei dos meus amigos, na Finlândia, que haviam aulas assim também em Turku. Também existem vários projetos práticos assim como na Finlândia. Eu recomendaria a UFPE para os meus amigos, estudar lá foi uma experiência muito útil e eu recebi muita ajuda. Eu espero que futuros estudantes estrangeiros tenham uma entrada mais fácil com as lições aprendidas da nossa situação.


Minha experiência com o Recife é um pouco misturada [mixed]. No primeiro mês, eu me lembro de andar por aí com um sorriso na cara, apenas absorvendo tudo e me interessando por tudo. Mas depois disso, eu absorvi também algumas realidades desagradáveis da cidade. Eu senti como se eu não conhecesse realmente a cidade por causa do medo que estava instalado em mim por todos os meus amigos e pelas ruas. Na maioria das vezes, eu tinha medo de “ficar fora” e estava cansado de ficar “dentro”. Para alguém que ama a natureza não tinha muito o que se fazer. Eu não sou uma pessoa que gosta de praia e muitas vezes o Recife parecia ser apenas uma praia. Uma morta, seca e suja praia. Eu amaria ter morado em outro lugar que não fosse Boa Viagem, mas eu estava preso pelo contrato de aluguel.

Eu achei os recifenses calorosos e receptivos. Eu fiz vários bons amigos durante a minha estadia. A melhor coisa do Recife são as pessoas, sem dúvida. Nas inúmeras vezes que eu me sentia exausto pelo perigo das ruas, eu sempre me sentia melhor após encontrar pessoas.

Intercâmbio no Recife não foi uma experiência real de aprendizado pra mim. Eu me senti quase o mesmo quando estava na Finlândia. Eu realmente comecei a crescer como pessoa durante as férias de verão, quando eu decidi viajar por um mês pelo Chile e pela Argentina. Foi uma jornada que acabou muito rápido para mim e depois de retornar ao Recife, eu me senti desesperançoso e deprimido, incapaz de ver nada bom no Recife. Depois de me mudar para Belém, eu realmente me tornei um homem mudado e levarei comigo, para a Finlândia, vários sentimentos bons quando eu retornar em junho."

*Valter mudou-se para Belém no fim de março, quando conseguiu um estágio na Estaleiros da Amazônia S.A. (Easa).






Descartes Kunzi Pasi - Congo

O congolês Descartes Kunzi conta um pouco sobre a sua experiência como estudante de Ciência da Computação na Universidade Federal de Pernambuco. Fala também de suas dificuldades iniciais e impressões sobre a cidade do Recife.

De que cidade você é?
Kinshasa.

Quando você chegou?
Em fevereiro de 2010.

Quem buscou você no aeroporto?
Uma irmã de uma colega que já morava aqui.

Por que você decidiu vir para o Recife?
Porque as universidades das cidades que eu escolhi, na época, não tinham vagas para o meu curso.

Você está aqui através de algum programa de intercâmbio?
Sim. Pelo PEC-G, um programa que oferece a oportunidade de fazer a graduação completa numa IES brasileira.

Você estudou português antes de vir para cá?
Não... Fiz o curso de português para estrangeiros aqui no CAC.

Como você encontrou a sua casa no Recife?
Ela [a irmã de uma colega] morava numa república e um dos quartos tinha vaga.

Como a Diretoria de Relações Internacionais da UFPE ajudou você na sua chegada ao Brasil?
Todos os programas internacionais estavam na responsabilidade dessa entidade e o meu programa não era um dos mais conhecidos, então quase não houve orientação. Só lembro de ter ido ali para apresentar documentos.

Como são as aulas na UFPE? Elas são muito diferentes das aulas no seu país?
Sim. O sistema de cobrar as atividades, de organizar as provas. No Congo, por exemplo, você tem um período antes para se preparar, e no CIN (Centro de Informática) as provas acontecem a qualquer momento.

Com quem você costuma sair/se divertir no Recife?
No início, com outros conterrâneos, e com os anos fui conhecendo os brasileiros.

Você costuma ir a programas culturais (como cinema, teatro, shows, etc.)?
Sim. Teatro não muito...

O que você acha da cidade do Recife?
Vivendo aqui há 5 anos, o Recife já faz um pouco parte da minha história. Mas mesmo assim não gosto do trânsito; e de maneira geral das pessoas (claro que tem gente boa), mas às vezes tenho dificuldade de bater papo com os recifenses por falta de cultura geral deles. Não entendo como numa das “melhores universidades” tenham estudantes que me perguntam “Você fala africano?” ou “Você é da África ou da Angola?”.

Que tipo de dificuldade você já teve ou ainda tem aqui?
Arrumar fiador para alugar uma casa, fazer fila em qualquer lugar, esperar dois meses para conseguir instalação de internet em casa...

Quando você pretende voltar pro seu país?
Não sei. Por enquanto, pretendo conhecer outras cidades daqui e ver se eu fico.

Você recomendaria a UFPE para os seus amigos?
Depende. Hoje, acho que com mesmo programa de intercâmbio, a UFPE melhorou bastante, mas, para ser sincero, indicaria outra cidade devido a outros fatores (transporte, alocação de apartamento, prestação de serviços).

Você lembra de alguma história engraçada que aconteceu aqui?
Tem muitas. Um dia, fizemos um after na praia de Boa Viagem e eu resolvi tirar minhas roupas para nadar... Momentos depois, quando amanheceu, eu voltei no local para pegar as minhas roupas e alguém já tinha roubado a minha camisa e os meus sapatos. Ainda bem que não tinha tirado a calça...


A assistência e os desafios da Diretoria de Relações Internacionais da UFPE

Nos últimos anos, a quantidade de estudantes intercambistas cresceu bastante. Não apenas muitos brasileiros estão indo para o exterior, como também muitos estrangeiros têm vindo estudar no Brasil. Segundo dados do Itamaraty, o número de vistos para estudantes estrangeiros em 2005 foi de 5.770, e em 2013 esse número subiu para 12.547.

Dentre as universidades brasileiras que possuem parcerias com universidades no exterior, destaca-se a Universidade Federal de Pernambuco. Destaca-se, surpreendentemente, de maneira negativa. A secretária-executiva da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da UFPE, Ina Alcântara, conta que por causa da longa greve dos professores ocorrida em 2012 — que chegou a durar cinco meses — o calendário da universidade ficou comprometido e portanto, incompatível com a maioria dos calendários acadêmicos estrangeiros. “Os estudantes costumam vir mais no segundo semestre, em agosto, quando o calendário bate mais com o deles”, comenta. A vinda dos intercambistas, que poderia ser de uma enorme vantagem para a instituição, ficou claramente prejudicada — ainda assim, a UFPE conta com 44 estudantes internacionais neste primeiro semestre de 2015.

Ina queixa-se ainda que é difícil ter feedback dos alunos: “É muito difícil conseguir reunir todos eles. Depois que chegam e se acomodam, a gente quase não os vê mais”. “Promovemos também passeios turísticos pelo Recife e por Olinda, mas a presença deles ainda não é satisfatória. O último passeio realizado contou com 18 alunos de um total de 44”, lamenta.

Para poder dar mais assistência tanto aos intercambistas brasileiros quanto aos estrangeiros, foram criados em novembro de 2014 a Coordenação de Apoio ao Estudante em Mobilidade, localizada na Biblioteca Central, juntamente com um Guia do Estudante Estrangeiro (disponibilizado online tanto em inglês quanto em português). A ideia é receber esses estudantes estrangeiros e dar auxílio na solução de problemas de ordem acadêmica. Ina conta que os estudantes não costumam ter muitos problemas — estes, quando surgem, dizem respeito mais às questões burocráticas: “Normalmente, eles pedem ajuda com a documentação, visto, etc., por estar tudo em português”, explica Ina.

A fluência em Português é uma das exigências dos programas de intercâmbio aderidos pela universidade. Ela pode ser comprovada através do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), desenvolvido em 1998 pelo Ministério das Relações Exteriores, sendo o único reconhecido oficialmente. Os alunos estrangeiros que chegam à Universidade Federal de Pernambuco sem a posse desse certificado são encaminhados para aulas de português para estrangeiros no Núcleo de Línguas e Cultura (NLC), coordenadas pela professora Maria Medianeira, no Centro de Artes e Comunicação.

Ainda faltam investimentos da UFPE no que diz respeito a uma infraestrutura mais adequada aos internacionalistas. Placas com tradução em inglês nos campi são raridade. Professores fluentes no idioma também — o que, aliás, é uma das preocupações de Ina, pois, além de não serem capacitados para dar aulas ou prestarem uma assistência mais direta aos alunos estrangeiros, publicam pouquíssimos artigos científicos traduzidos para o inglês, abaixando o ranking da universidade.

Entre 2012 e 2014, a UFPE recebeu 319 estudantes estrangeiros, sendo a maioria, em primeiro lugar, da área de Humanas; em segundo, das Engenharias; e em terceiro e em quarto lugar, respectivamente, de Arquitetura e da área de Saúde.